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Dor na região do útero: saiba os 5 sinais de que algo não vai bem e o que deve fazer, Entenda!

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Sentir dor na região pélvica é comum, mas é normal? O que pode indicar um problema sério? Abaixo as 5 doenças mais comuns que causam dor na região do útero.

Dor no baixo ventre pode ter várias causas, desde prisão de ventre, passando por problemas urinários, até câncer. Devido à diversidade de causas, encontrar o motivo real pode ser um desafio para os médicos, pois requer minuciosa investigação e, às vezes, uma longa espera para a paciente.

A maioria das dores tem causas passageiras como uma infecção urinária – tratável com antibióticos, cólicas, gases ou ovulação. Mas, se compromete a qualidade de vida da paciente, tem que ser investigada.

O que observar para contar ao médico?

A dor, como surge? É aguda? Crônica? Vem e passa? É forte? Varia? Impede as atividades? É acompanhada de náuseas ou vômito, febre, corrimento, dificuldade para urinar, inchaço, diarreia ou prisão de ventre? É sentida como queimação? Peso? Fisgada?

Atrapalha as atividades cotidianas? Está relacionada ao período menstrual? Está relacionada às relações sexuais?

Saber responder a essas questões é importante para ajudar o médico na investigação da causa da dor.

Neste artigo, serão descritas algumas doenças do aparelho reprodutor feminino.

Principais doenças que causam dor na região pélvica

1. DIP – Doença inflamatória pélvica –

Infecção que se inicia na vagina ou no colo do útero e costuma migrar para o endométrio – tecido que reveste a parte interna do útero, trompas e ovários.

Pode ser considerada uma DST, pois é transmissível sexualmente, porém pode estar associada à endometriose, sendo mais atingidas as mulheres jovens e que usam DIU. Suspeite de DIP se junto com a dor você apresenta:

Febre acima de 38°C

Sangramento vaginal fora do período menstrual

Dor durante as relações sexuais

Corrimento branco ou amarelado

Procure seu médico para investigação e tratamento que será com antibióticos.

2. Endometriose

Todos os meses, durante o ciclo menstrual, o endométrio se espessa, para que o óvulo fecundado possa se implantar nele. Se a gravidez não ocorre, o endométrio pode escamar e esse tecido que se solta é expelido com a menstruação. Nas mulheres com fluxo intenso, esse tecido pode ser empurrado para fora do útero através das trompas e cair na cavidade abdominal ou sobre os ovários causando crescimento anormal de tecido do útero fora do mesmo, esse crescimento é chamado de lesão endometriótica. Se não for tratada pode levar a esterilidade.

Os sintomas são:

Cólicas intensas durante a menstruação

Dor forte no baixo ventre durante e fora do período menstrual

Fadiga crônica, exaustão

Fluxo menstrual intenso ou fora do período

Alterações intestinais e urinárias durante o período menstrual (geralmente devido ao inchaço)

Dificuldade para engravidar

Dor durante a relação sexual

É uma doença crônica que necessita de constante acompanhamento médico.

3. Adenomiose

É parecida com a endometriose, já que há migração de tecido uterino, porém não para fora do útero, mas para dentro do miométrio que é a camada muscular do próprio útero. Sua causa ainda é desconhecida, mas o problema é que quando a mulher menstrua, esses pedaços de tecido também produzem sangue dentro do músculo, o que irrita a musculatura causando:

  • Dores e cólicas muito fortes
  • Inchaço
  • Aumento do volume e duração do fluxo menstrual
  • Dor na relação sexual
  • Dor ao evacuar ou prisão de ventre
  • O tratamento vai depender da gravidade dos sintomas podendo ir de analgésicos a cirurgia para retirada do útero.
  • 4. Miomas

  • São tumores benignos, ou seja, não cancerosos, que atinge 50% da população feminina entre os 30 e os 50 anos. As causas do surgimento ainda não estão bem esclarecidas. Sabe-se, no entanto, que acomete mais as mulheres afrodescendentes, as que já têm caso de mioma na família e as obesas. O comportamento de tais tumores também é imprevisível, alguns desaparecem após algum tempo, outros se multiplicam e crescem. Podem se desenvolver lentamente ou rapidamente. Em situações mais graves, podem tomar todo o sistema reprodutor e ser necessária a histerectomia radical – retirada de útero, ovários, trompas e cérvix.
  • Existem quatro tipos de miomas: Submucosos, subserosos, intramurais e pediculados.
  • Os sintomas gerais (que aparecem em todo tipo de mioma) são:
    • Dor pélvica
    • Fluxo menstrual abundante
    • Sangramento fora do período menstrual
    • Sangramento com coágulos
    • Hemorragias
    • Incontinência urinária ou dificuldade para urinar
  • Tratamento vai desde uso de hormônios até histerectomia. Depende do estágio da doença.

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